Deputado Pastor Eurico, o embusteiro! A fé que move carteiras de dinheiro.

Heracles Marconi Góes da Silva, advogado pela Universidade Federal da Bahia fez sua carreira defendendo Igrejas Católicas, Batistas e empresários. Mas, tornou-se notícia em 2014 quando foi preso na Operação “Toque de Midas” como participante da organização criminosa responsável pelo esquema criminoso que levava entorpecentes de São Paulo para o sertão Pernambucano, para ser redistribuído.

Heracles Marconi Góes, o rei do crime, parceiro do Pastor Eurico
Reportagem: Balanço Final da Operação Toque de Midas. Heracles Marconi Góes, o rei do crime, parceiro do Pastor Eurico.

Surpreendentemente, Heracles Marconi, foi um dos nomes que apareceu entre os supostos “defensores” das vagas de transporte de carga para Pernambuco, apresentando-se como cegonheiro, conforme demonstra em suas redes sociais.

No entanto, nos dias em que é advogado, Heracles atua falsamente, utilizando indevidamente o nome do Sintraveic-PE (Sindicato dos Transportadores Autônomos e Micro Empresas de Veículos Congeneres do Estado do Pernambuco Cegonheiros), manipulando a disputa dos cegonheiros pelas vagas da Fiat/Jeep e acusando o Sindicato dos Transportadores de Veículos do Município de Goiana-SINTRAGO, por suposta fraude.

Heracles atua falsamente, utilizando indevidamente o nome do Sintraveic-PE
Heracles atua falsamente, utilizando indevidamente o nome do Sintraveic-PE. Estelionatário é próximo e mantêm relações com o Pastor Eurico.

 

Heracles agora como cegonheiro mostra-se bem relacionado e aparece em diversas ocasiões com o Deputado Federal por Pernambuco, o Pastor Eurico. O deputado tem se mostrado ferrenho atuante contra a Sada operadora da Fiat/Jeep e tem disparado, até mesmo em plenário, acusações de cartel contra sindicatos que não esteja do seu lado na disputa. Uma mentira bem arquitetada como parte de um plano de cartel para manter o establishment.

Heracles agora como cegonheiro mostra-se bem relacionado e aparece em diversas ocasiões com o Deputado Federal por Pernambuco Pr. Eurico.
Heracles, o estelionatário agora como cegonheiro, mostra-se bem relacionado e aparece em diversas ocasiões com o Deputado Federal por Pernambuco, o Pastor Eurico.

Outro ativista contra a empresa Sada  é o deputado Gonzaga Patriota e na semana passada manifestou-se, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, dizendo que a Fiat não estaria cumprindo a palavra de garantir as vagas para trabalhadores pernambucanos. Em discurso inflamado Patriota afirmou “nós vamos aguardar que a Sada vá embora lá pra Betim, que a Fiat “abra” para que os transportadores sejam de Pernambuco”.

E seguiu em tom ameaçador dizendo que se tal fato não ocorresse os ativistas anti-Sada e Fiat/Jeep buscariam aprovar uma lei nacional onde apenas os sindicatos locais de cada região poderiam realizar o transporte da produção. Ao finalizar o discurso Gonzaga Patriota desdenha “se sobrar… que possa sobrar um pouquinho lá pra Sada”.

Dep Gonzaga Patriota cúmplice de estelionato junto a Deputado Federal Pastor Eurico e Heracles Marconi Góes – o midas do crime.
Dep Gonzaga Patriota cúmplice de estelionato junto a Deputado Federal Pastor Eurico e Heracles Marconi Góes – o midas do crime.

Conforme esta lógica absurda, que em um determinado Estado só poderão atuar pessoas daquele estado  e “ se sobrar”, as pessoas oriundas de outros locais do país possam ter então direito a vagas e cargos. Então, alguém nascido em São Paulo, como é o caso do Deputado Pastor Eurico, deveria abrir mão de sua vaga como deputado para um pernambucano e “se sobrar” poderia atuar para representar o estado que não é o seu.

O cumprimento do Acordo e as perguntas importantes

Em sessão da Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), diversos deputados se posicionaram favoráveis a decisão da Justiça que determinou a retirada dos caminhões-cegonha que ocupavam a região da fábrica da Jeep na BR-101 e além de pontos no Recife, deixando o transito da cidade ainda mais caótico, prejudicando a população.

Durante a sessão o deputado estadual Aluísio Lessa, por sua vez, esclareceu que a parceria entre a Jeep e a Sada atravessa décadas. E ressaltou que mesmo assim, a empresa atendendo ao acordo celebrado com Governo de Pernambuco, disponibilizou 650 postos de prestação de serviço para os pernambucanos. Em sua fala firme o deputado destacou “são 650 pernambucanos que estão lá. Muitos estão fazendo suas entregas.”  Por fim, o deputado questionou “a gente fica perguntando quem são esses que estão ocupando as pontes, e avenidas do Recife?” 

Falso protestos de supostos Caminhões-cegonha atrapalhando trânsito no Recife Foto: Arthur Mota / Folha PE
Falso protestos de supostos Caminhões-cegonha atrapalhando trânsito no Recife Foto: Arthur Mota / Folha PE

 

Além da pergunta feita pelo deputado estadual Aluísio Lessa é válido diante deste cenário questionar:

  • Por que deputados que deveriam incentivar a estabilidade econômica do estado de Pernambuco estão se alinhando a motoristas que se quer atuam no estado para disputar vagas de transporte de veículos que já estão seguindo um acordo pré-estabelecido?
  • Por que um deputado, que é Pastor e tem conduta ilibada, estaria abrindo espaço, alinhando o discurso e propagando as falas de um advogado que se diz cegonheiro, e que é réu e investigado pelo Ministério Público por envolvimento em esquema de tráfico de drogas, interceptação e lavagem de dinheiro?
  • Afinal, de quem são os interesses que o advogado Heracles Marconi, que agora se apresenta como cegonheiro está defendendo?

Afronta ao Livre Mercado

É importante ainda destacar que o suposto cegonheiro alinhado a deputados federais e investigado por diversos crimes, Heracles Marconi, em entrevista ao portal Anticartel incentivou ações públicas contra montadoras e importadoras. Isto, em nome de garantir a “abertura” do mercado no setor de transporte de veículos novos.

Aparentemente, obrigar judicialmente a Jeep, bem como a Sada a viver as maravilhas desta “abertura de mercado”, onde quem decidirá quem as empresas devem ou não ter como empregado é o Estado, agora significa defender o “livre mercado”. Imaginem “se a moda pega” o desastre e o retrocesso que isto representaria para a economia brasileira. Por hora, continuaremos em busca de  desvendar os bastidores do jogo sujo envolvendo essa disputa, sempre mantendo o compromisso com a verdade, doa a quem doer!

Fábrica Jeep – Goaiana(PE) Foto: Rafael Neddemeyer/FCA
Fábrica Jeep – Goaiana(PE) Foto: Rafael Neddemeyer/FCA

 

O Acordo e o Frete Retorno

Quando o Polo Automotivo de Goiana (PE) se formou com a chegada da Fiat Chrysler, detentora da Jeep, por meio de incentivos do Estado para aquecer a economia e promover a geração de empregos, parecia ter tudo para dar certo. A Sada Transportes operadora logística da montadora, em 2015, anunciou vagas para motoristas de cegonha, motorista de pátio, conferente, auxiliar de logística e amarrado. E informou que respeitaria o acordo estabelecido com o Governo de Pernambuco destinando parte das vagas para mão de obra local e parte para mão-de-obra que já compõe a empresa no Centro-Sul, devido à prática do frete-retorno adotada pela Sada.

O frete-retorno consiste em trazer cegonhas (carretas) de Betim (MG) com modelos Fiat, e retornar com estas carregadas de modelos Jeeps para serem distribuídos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O diretor comercial da SADA, Edson Pereira, em entrevista ao JC Online, em 2015 explicou porque utilizar o frete retorno :

“Esse modelo de logística foi desde 2013 para a unidade de Pernambuco. A estratégia vai poupar 23 mil viagens por ano, além de representar uma economia de 104 milhões de quilômetros, 42 milhões de litros de diesel e de reduzir 101 mil toneladas de dióxido de carbono”.

Mas, nenhum desses argumentos, nem as vagas de emprego que foram geradas direta e indiretamente foram suficientes para impedir que a ambição dos poderosos incentivasse a disputa entre cegonheiros.

Pernambuco, Brasília  e o Advogado  que se diz Cegonheiro

Nos bastidores de Brasília, está à chave que demonstra que a briga pelo transporte de cargas em Pernambuco não é um ato de bondade, ou defesa de empregos para a população local. Trata-se, na verdade, de um golpe manipulativo que mistura protestos, politicagem, ataques descabidos e “conselhos” até de quem já foi preso, por envolvimento com tráfico de drogas, receptação de peças de veículos e lavagem de dinheiro.

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